Como mãe atípica e deputada estadual, minha jornada é marcada por desafios e aprendizados que transcendem o âmbito pessoal e se refletem na minha atuação política. Neste 21 de março, Dia Internacional e Nacional da Síndrome de Down, é essencial, não apenas celebrar a data, mas também usá-la para refletir – e agir – em defesa de uma sociedade mais inclusiva e transformadora.

Ser mãe de Mateus, uma criança com Síndrome de Down, me trouxe uma nova perspectiva sobre a vida e a política. Ele consolidou a minha compreensão de que a inclusão não é um favor, mas um direito e me mostrou que cada criança, independentemente de suas particularidades, tem um potencial único que merece ser valorizado e apoiado. E isso precisa estar previsto em lei. Essa vivência me impulsionou a lutar ainda mais fortemente por políticas públicas que garantam dignidade e oportunidades para todas as pessoas.

Nós, mães atípicas, enfrentamos uma realidade desafiadora. Carregamos a tarefa de cuidar dos filhos, enfrentando falta de apoio e barreiras estruturais. Sem falsa modéstia, somos verdadeiras guerreiras, mas deveríamos ter mais apoio. É por isso que, como deputada, me comprometi a ser uma voz sobre essa pauta, levando essas demandas para o espaço político.

Nesse contexto, desde quando estive vereadora na Câmara Municipal de Natal, temos trabalhado para apresentar uma série de ações que tragam inclusão e direitos para esse segmento. Com o Projeto de Lei que Institui o Programa Municipal de Orientação sobre a Síndrome de Down e dá outras providências, assim como o Projeto que institui a semana da família atípica.

Na ALRN, destaco o projeto de lei Projeto de Lei que dispõe sobre a valorização e o empoderamento das pessoas com deficiência nas peças publicitárias da Administração Pública direta e indireta do Estado do Rio Grande do Norte. É uma iniciativa que busca transformar a realidade das pessoas com deficiência para que sintam e se vejam representadas nos meios de comunicação.

A política, para mim, é um instrumento que possibilita a transformação e é com esse propósito que atuo: para construir um RN mais justo e inclusivo, onde todas as crianças, como Mateus, possam crescer em um ambiente de respeito às diferenças e valorização das potencialidades. No Dia Internacional e Nacional da Síndrome de Down, reafirmo meu compromisso com essa causa e convido a sociedade a se unir nessa luta por um futuro mais inclusivo e mais humano.

Uma resposta para “Dia Internacional e Nacional da Síndrome de Down: uma data para refletir e agir

  1. parabéns que luta pela inclusão e oportunidades para as pessoas com Síndrome de Down para que todos/as/es tenham vida e vida em abundância…

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